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HISTÓRIA DA PARÓQUIA
DE
SÃO SEBASTIÃO
O povoamento
da região iniciou-se antes de 1800, por ser ponto de ligação entre as
províncias de São Paulo e Paraná, através de uma estrada cujo tráfego
já havia feito com que a Câmara Municipal de Curitiba criasse ali um pedágio
. Este pedágio se localizava no ponto de travessia do Rio Paranapanema
por balsa, local onde hoje está o município paulista de Timburi.
Em 1859, foi criado o patrimônio de São Sebastião do Tijuco Preto
instalada canonicamente em 29 de agosto de 1872. Foi elevada à Freguesia,
pela Lei nº 23 (16 de março de 1871), e a município, pela Lei nº111
(25 de abril de 1880). O decreto nº 200 (06 de julho de 1891) deu-lhe a
denominação de Piraju.
A região se desenvolveu rapidamente, com base na lavoura de café. Em
1906, foi inaugurado o ramal ferroviário, cuja construção foi custeada
por cafeicultores de Piraju e Fartura, para o escoamento das safras de café.
A produção de café como principal fonte de recursos econômicos do
município fez com que, em 1970, após vários problemas causados por essa
dependência, fosse feita uma primeira, tentativa para a implantação do
'Plano de Desenvolvimento Turístico do Município de Piraju', fato que
chegou a atrair grande número de turistas, sem a continuidade desejada.
PARÓQUIA DE
SÃO SEBASTIÃO
Com as doações
das famílias Arrudas, Gracianos e Faustinos (1859), assim foi fundado o
patrimônio a que foi dado o nome de São Sebastião, uma honra do santo
de quem provavelmente
era devota a família Arruda, tanto que trouxera consigo um imagem
esculpida em madeira, e que ainda hoje existe na Matriz local.
Como havia outras localidades chamadas de São Sebastião, apelidaram a
nossa de "São Sebastião do Tijuco Preto", pela razão de
existir aqui esse "tijuco preto" em quantidade. Só mais tarde
recebeu o nome atual de Piraju, assim vindo a ser chamado por ser este o
nome que os indígenas davam ao peixe "dourado" que abundava no
rio, sendo em breve oficializado.
A primeira construção do recém-fundado patrimônio foi uma capela. Era
bem rústica inicialmente - um simples rancho coberto de taquaras.
Achava-se, aproximadamente, na atual Esaldivar Serra Braga em frente à
Praça Joaquim A. Arruda (brasilinha) e o primeiro cemitério ficava ao
seu lado.A primeira missa foi rezada no dia de São Sebastião, 20 de
janeiro, e a lógica nos diz que isto aconteceu no ano de 1861, sendo
oficiante o Frei José Loro, de Itaporanga.
Essa
igreja-rancho continha algumas pequenas imagens e nela achava-se colocada
a imagem de São Sebastião que, segundo relato, foi pelos membros dessa
família encontrado no aldeiamento dos índios que se achava nas
proximidades do novo Patrimônio e trocada por ferramentas e objetos de
utilidade, entretanto alguns elementos menos pacíficos da tribo não
concordaram com a troca e vieram buscar o santo de novo.
Os brancos tomaram o caso a peito e foram exigir a devolução, retomando
a imagem quase à força.
Mais
tarde, foi construída outra capela, um pouco abaixo da Matriz atual, e
era bastante tosca, com esteios nos cantos, grossos baldrames de madeira
lavrada e parte de paredes de tijolos e parte de barro. A construção
desta segunda igreja foi terminada em 1866.
Somente seis anos depois de construída, tornou-se Igreja Matriz a
segunda capela de São Sebastião do Tijuco Preto. Assim, em 29 de agosto
de 1872, por determinação do Bispo Diocesano de São Paulo, deu-se a
criação da Paróquia de São Sebastião do Tijuco Preto.
O primeiro padre, Pedro Gaggino de Montaldo,
dirigiu os destinos da Paróquia por 22 anos.
No ano de 1900, foi iniciada a
construção da terceira igreja, já um
edifício majestoso, com torre e que foi terminada em 1906, durante o
paroquiato do Pe. Zacharias Gióia.
Em 1924 foi iniciada
a reforma com a ampliação das naves e que prosseguiu até meados do
século.
Ao compor-mos a história da nossa Paróquia, achamos oportuno lembrar que
até o ano de 1907, ela pertenceu à Diocese de São Paulo, quando D.
Duarte Leopoldo e Silva criou várias Dioceses novas, e entre elas a de
Botucatu. |